O estilo de um mito: Quando Frida Kahlo foi capa da VOGUE México

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Durante seus 47 anos de vida, foi marcada por uma série de acidentes, lesões, doenças e operações que mesmo destruindo sua auto-estima e seu corpo, serviam de inspiração para suas pinturas. Em virtude da poliomelite que contraiu aos 6 anos de idade e um acidente que quase a matou aos 18, passou a usar calças largas, vestidos e saias longas que, mais tarde, seriam a marca registrada do estilo da artista.

Antes tarde do que nunca, em 2012, Frida Khalo – ícone do surrealismo mexicano – estampou pela primeira vez a capa da revista VOGUE com a imagem feita pelo fotógrafo Nickolas Muray. A campanha visava promover a exposição “As Aparências Enganam: Os vestidos de Frida Kahlo” realizada na Casa Azul – onde viveram Frida e seu marido Diego Rivera, em intenso amor e conturbado casamento – no cidade do México, e agora Museu Frida Khalo.

A exibição expôs pela primeira vez ao público, em novembro de 2012, peças do guarda-roupa de Frida nunca antes vistas, assim como jóias, acessórios, e peças íntimas.

“[…] en todas las reuniones a las que asisto y en cualquier parte que estoy, el centro de atención soy yo: con mis hermosos trajes bordados de los indígenas, con mis tocados de flores e inválida […]” Desde sua época seu estilo já chamava atenção, sendo quase impossível não associar Frida aos seu estilo “excêntrico”, rompendo pilares morais e estéticos da sociedade. Além do excesso de panos, babados e caimentos cobrirem sua deficiência, as cores fortes como o vermelho remetiam ao sangue sempre presente ao longo de sua vida; nos inúmeros abortos e acidentes que sofrera, nas paixões, nos lábios e unhas. Quando se vestia, também, era notável o orgulho que sentia de ser mexicana. Com bordados feitos a mão por tribos indígenas e estampas étnicas e florais, Frida Kahlo simplesmente ditou a moda atual há mais de 60 anos atrás.

Looks preferidos da exibição “As Aparências Enganam: Os vestidos de Frida Kahlo” feita pela VOGUE México em novembro de 2012

“Lo que no me mata me alimenta”