Cuide-se: Vacina contra HPV

Dentre as doenças sexualmente transmissíveis, o HPV – human papiloma virus – é o mais frequente. É causador de 95% dos casos de câncer no colo de útero, que mata 4 mil mulheres por ano no Brasil. Estima-se que 75% das mulheres entrem em contato com o vírus em algum período da vida, e que 50% da população masculina já esteja infectada.

Os números assustam, e, por isso, a vacina contra o papilomavírus (HPV) vai ser disponibilizada gratuitamente para meninas de 10 a 13 anos. A meta da campanha, segundo o Ministério da Saúde, é imunizar 80% do público-alvo. R$ 360,7 milhões serão investidos na aquisição de 12 milhões de doses. A faixa etária foi definida de acordo com prioridade de tomar a vacina antes do início da vida sexual, sendo assim inferiores as chances da adolescente já ter sido exposta ao vírus. O Ministério da Saúde recomenda a vacinação até os 26 anos pois quanto mais jovem o organismo, mais anticorpos ele produz.

São dois tipos de vacina, e a diferença entre elas é que enquanto a bivalente protege contra os tipos de HPV 16 e 18, a quadrivalente protege contra HPV 6, 11, 16 e 18. O procedimento em ambas é feito em 3 doses – a primeira, uma dois meses depois e outra passados seis meses -, e o médico é quem deve determinar qual delas escolher com base no histórico de saúde da paciente e de sua vida sexual. Pesquisas apontam que a imunidade dura pelo menos 10 anos e os efeitos adversos não passam de mal estar e dor no local da aplicação.

Infelizmente, a vacina só é produzida por dois laboratórios no mundo e ainda não é encontrada nos postos de saúde. Por isso, quem recorre as clínicas particulares paga caro. Em média, cada dose sai por $300 (bivalente) e $400 (quadrivalente). Ainda não foram finalizados os ensaios clínicos com pessoas do sexo masculino, mas espera-se que, em breve, também seja aprovada para uso em homens; principalmente os adolescentes.

É muito importante ressaltar que a vacinação protege contra um agente infeccioso específico. Isso quer dizer que continua sendo indispensável o uso da camisinha nas relações sexuais, que protege contra diversas outras doenças sexualmente transmissíveis que ainda não tem cura e/ou vacinação. Procure sua ginecologista, tire suas dúvidas, converse sobre os benefícios da vacinação contra HPV e siga suas recomendações. Cuide-se!