VDU: Bienal Internacional do Livro 2013

Vida de Universitária | #02 – Bienal do Livro

Esse ano, de 29 de agosto a 8 de setembro, a Bienal ocupa três pavilhões no Riocentro. No dia 30, os amigos e autores dos blogs Seja como Flor, Artônico e Biscoito & Bolacha decidiram embarcar numa jornada e ir de Seropédica (UFRRJ) até o evento. Nem tudo são flores.

Às 8hr da manhã, saímos de Seropédica.  Até o Riocentro, quatro ônibus e quase quatro horas de viagem.  Uma pena a falta de articulação dos transportes públicos em torno da Bienal Internacional do Livro. Além da demora, o ônibus “Bienal” nem sempre vai para o Riocentro. Tivemos a sorte de descer antes de estarmos perdidos. Mal chegamos, já estávamos cansados. Seropédica é longe do centro do Rio de Janeiro, e não dispõe de uma malha de transporte que atenda as necessidades, principalmente, dos estudantes da UFRRJ. É uma causa que deve ser aderida pelos universitários e pelos moradores da região, e pela qual vale a pena reivindicar.

A programação da Bienal no dia 30 estava light, não era a vez dos autores mais pops e esperados como Nicholas Sparks e Thalita Rebouças. Talvez por isso, nossa entrada tenha sido tranquila. A fila estava grande para a compra dos ingressos, mas os guichês atenderam bem a demanda do público. No segundo dia do evento, as crianças tomaram conta dos pavilhões e das áreas gramadas e descobertas do Riocentro com contação de histórias e atrações infantis. No pavilhão verde, o programa Acampamento na Bienal contou com a presença do jornalista André Fran. Em um ambiente intimista de acampamento, o autor conversou sobre seu último livro (Não Conta lá em Casa. Aventuras e desventuras de viajar sem os pais), a diversidade cultural que encontra durante suas viagens e o programa de TV. Além, é claro, de distribuir autógrafos.

“Not a queen.. a Khaleesi”

Os stands estavam bem distribuídos pelos três pavilhões interligados. Os mais lotados eram os mesmos de sempre: Saraiva, Rocco, Abril e outras grandes editoras, onde os livros estavam todos praticamente com os mesmos preços das lojas físicas e online. Não vejo vantagem… Fuja dos stands das editoras mais consagradas se o objetivo é economizar, e invista tempo e paciência nos sebos. Lá os livros são desorganizados, empilhados e ocupam os stands menores e mais simples. Mas, com certeza, valem a pena. Livros para todos os gostos por menos da metade do preço original. Dica: guarda-volume de graça no pavilhão verde. 

Recomendo muito fazer uma WishList antes de ir. Visitar tantos stands te deixa cego e você acaba querendo comprar tudo só porque gostou da capa – e não leva nada. Com uma lista em mãos, além de otimizar seu tempo, também te impede de comprar por impulso, e se arrepender depois que o dinheiro acabou e ainda ficou faltando Aquele livro.

No stand da Editora Rocco, um mural de recados para os fãs da autora Thalita Rebouças.

Também na Editora Rocco, a trilogia Jogos Vorazes. Em Chamas, o terceiro livro da série, estreia no cinema em novembro. (trailer)

Comprei: Frida – A biografia (Editora Globo/R$52,00); Rainha da Moda (Editora Zahar/R$79,90*); Coco Chanel & Igor Stravinsky (Larousse/R$14,90 no Sebo Baque – Achado do dia! Preço original: R$49,50); *O valor da entrada (R$7) é devolvido na compra de livro a partir de R$80.

Os bastidores da notícia, os desafios da reportagem. (Pamela Machado, Biscoito e Bolacha; Clívia Mesquita, Seja como Flor; Fabrycio Azevedo, Artônico)

 Até 2015!

 

VDU: Aos melhores anos da vida #01

Vida de Universitária | #01 Aos melhores anos das nossas vidas – Primeiro mês/Jornalismo

Se tivesse que fazer um brinde agora, brindaria esse 1 mês. À Rural. Cada vírgula, cada ponto. Ao mês do encanto, dos olhos brilhando mas as pernas tremendo. Ansiedade de seguir em frente, o que vem pela frente?  Estudar o que gosta é outro nível. Quase um privilégio. Sobrevivi!

Passei três anos – do ensino médio – ansiando entrar na faculdade. Querendo conhecer gente de mente aberta, sem medo de falar o que pensa, e principalmente diferente de mim. Oh por favor, diferente de mim! Cansada de variações de mim mesma no meu ciclo social. É como conversar com o espelho. Bom mesmo é o desconhecido, o nó na garganta, frio na barriga.

E o melhor lugar para isso é a universidade. Convergência de um Brasil e suas peculiaridades em um campus – maior da América Latina, e o mais lindo, no meu caso. Deixe para trás todos os esteriótipos e preconceitos. Aquele que insiste em trazer na mala esses paradigmas, não dura muito… logo se aborrece, tentando convencer os outros dos limites entre certo e errado. Além de ocupar o espaço que poderia ser preenchido com novas experiências e histórias para contar.

Decidi trazer apenas o estritamente necessário e bastante espaço vazio. Aos melhores anos das nossas vidas. Ao agora […]